
BBB 26: Borrões de um Brasil Banalizado
O que o BBB revela quando o país aprende a eliminar em voz alta O Big Brother Brasil 2026 começou como sempre começa: com uma porta que se fecha e um país que se escancara. Do lado de dentro, alguns corpos recém-chegados ainda tateiam o chão, os nomes, as camas. Do lado de fora, milhões já decidiram quem merece ficar, quem vai cair primeiro, quem representa “a gente” e quem precisa ser eliminado para que o jogo volte a fazer sentido. O BBB não é um programa de televisão. É um espelho com luzes demais. Na primeira noite, enquanto os participantes se apresentavam com frases ensaiadas e sorrisos de sobrevivência, o Brasil já praticava seu esporte favorito: classificar pessoas. Esse é confiável. Aquela é falsa. Esse fala demais. Aquela não fala nada. Em poucas horas, seres humanos viraram rótulos. E rótulos, a gente sabe, não sentem dor. Sentem apenas o conforto de quem precisa escolher rapidamente quem merece ficar e quem pode ser descartado. O BBB começa sempre antes da primeira prova. Começa quando aceitamos que observar vidas alheias é entretenimento, e julgar tornou-se uma forma legítima de lazer. Há algo de profundamente jornalístico no BBB. Não porque ele informe,







