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BBB 26: Borrões de um Brasil Banalizado

O que o BBB revela quando o país aprende a eliminar em voz alta O Big Brother Brasil 2026 começou como sempre começa: com uma porta que se fecha e um país que se escancara. Do lado de dentro, alguns corpos recém-chegados ainda tateiam o chão, os nomes, as camas. Do lado de fora, milhões já decidiram quem merece ficar, quem vai cair primeiro, quem representa “a gente” e quem precisa ser eliminado para que o jogo volte a fazer sentido. O BBB não é um programa de televisão. É um espelho com luzes demais. Na primeira noite, enquanto os participantes se apresentavam com frases ensaiadas e sorrisos de sobrevivência, o Brasil já praticava seu esporte favorito: classificar pessoas. Esse é confiável. Aquela é falsa. Esse fala demais. Aquela não fala nada. Em poucas horas, seres humanos viraram rótulos. E rótulos, a gente sabe, não sentem dor. Sentem apenas o conforto de quem precisa escolher rapidamente quem merece ficar e quem pode ser descartado. O BBB começa sempre antes da primeira prova. Começa quando aceitamos que observar vidas alheias é entretenimento, e julgar tornou-se uma forma legítima de lazer. Há algo de profundamente jornalístico no BBB. Não porque ele informe,

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NOTÍCIAS DO AGRO

ICE Nesta primeira semana de 2026 os contratos de arábica na ICE Futures US, em Nova Iorque, e os de robusta, na ICE Europe, em Londres, oscilaram com força todos os dias. Sexta-feira (9), os de arábica, em Nova Iorque, trabalharam e fecharam em baixa acentuada. Os de robusta, em Londres, trabalharam e fecharam em queda moderada.   ICE II Na ICE Futures US, os contratos para março próximo, oscilaram, sexta-feira (9), 1.685 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 3,7290 por libra peso, em alta de 55 pontos. Fecharam valendo US$ 3,5765 por libra peso, com perdas de 1.470 pontos (3,95%). Na ICE Europe, os contratos de robusta para março próximo, bateram na máxima do dia em 3.993 dólares por tonelada, em alta de 65 dólares. Fecharam o pregão a 3.903 dólares, em queda de 25 dólares (0,64%) por tonelada. Estoques Na sexta-feira (9), os estoques de cafés arábicas certificados na ICE Futures US, caíram 135 sacas. Estão em 461.334 sacas. Há um ano totalizavam 980.543 sacas, caindo neste período 519.209 sacas. Somaram alta nesta semana de 8.428 sacas e de 18.660 sacas na semana passada. Tiveram queda de 3.571 sacas na

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Ano Novo

Mais um ano se inicia. E quando vemos um novo tempo surgir, o maior sentimento que nos acode é a esperança. Todos nós esperamos que o novo recomeço nos traga saúde, alegrias, realizações e as bênçãos de Deus. Mas a esperança que nutrimos não pode ser esperar com os braços cruzados, sem nada fazer. Não pode ser uma esperança que somente espera os momentos como se tudo que desejamos venha sem a nossa luta. Não é só esperança, é esperançar, isto é esperar com o coração voltado para o que se deseja. Esperançar envolve os sonhos acalentados, nosso desejo de remover pedras e plantar rosas. O maior aliado da esperança é o sonho. Sonhar, sonhar. Como disse o Ariano Suassuna: o sonho é que leva a gente para a frente. Sem sonhos, ficamos parados no tempo. A esperança ao lado do sonho tem de ser nutrida pela fé, pelo amor, pelo desejo de alcançar. Quando esperamos com amor, com vontade, a vida, como por milagre, aumenta as coincidências, multiplica as chances de atingir o alvo. É preciso sonhar, desejar com alma, e a vida vai se encarregando de nos aproximar dos bens que nossa esperança deseja. Não podemos perder muito

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BOAS RAIZES, BONS FRUTOS

Quando sai de Matipó, em 1963, com destino a Caratinga, o sentimento que bateu no coração daquele garoto de 4 anos foi o de ser “arrancado” de sua cidade, da casa que tinha cheiro de “mingau de fubá ao pé do fogão à lenha”, do espaço que tinha gosto de afeto e que o abraçava com o calor do lampião, aceso pelo querosene em chamas. A comparação que Eu fazia, naquela época, era a mesma que ocorre quando se tira uma planta de um lugar e a lança em outro solo, com outra terra, outra intensidade de sol, regada por outras águas. Em pouco tempo, no entanto, Eu percebi que não era bem assim. Na verdade, parte das minhas raízes continuaram em Matipó, tanto é assim, que sempre que posso passo por lá. No entanto, a parte de mim que se permitiu estar em Caratinga, também criou raízes por aqui, a ponto de me sentir, de fato, um cidadão caratinguense. Quando publiquei o meu primeiro livro autoral, há dezessete anos, iniciei com ele uma série, na qual várias pessoas eram convidadas a publicarem textos. Paralelamente, iniciei diversas outras séries literárias, organizando os escritos de professores, alunos, maçons. O “Radiografias do

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Raízes e Rumos – Entre a memória que sustenta e o futuro que chama

Existem expressões que, à primeira vista, parecem simples, mas que, quando dedicamos um tempo para refletir sobre elas, elas se mostram muito mais densas e profundas do que pareciam ser. “Raízes e rumos” é uma dessas expressões. Essa expressão traz em si tudo aquilo que sustenta a vida humana: aquilo que nos prende ao chão e aquilo que nos convoca ao futuro. É como se, nessas duas palavras, estivesse contida a própria dinâmica da existência: permanecer e avançar, lembrar e projetar, guardar e seguir. Nelas se expressa a grande busca da humanidade: o equilíbrio entre aquilo que se é e aquilo que se quer ser, entre evoluir e preservar, entre transformar-se e permanecer fiel à própria essência. Esse equilíbrio, contudo, tem se tornado cada vez mais raro em nossa atualidade. Vivemos numa época em que muitos desejam rumos grandiosos, mas rejeitam as raízes que os sustentam. Querem frutificar, anseiam por grandes e numerosos frutos, mas desprezam o solo que os alimenta e sustenta. Essa é, talvez, uma das grandes tragédias de nossa pós-modernidade: a crença ilusória de que se pode construir algo sólido sem fundamento firme, de que é possível alcançar plenitude sem memória, de que se pode florescer sem

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Natal do Menino Jesus

Novamente vamos viver o Natal. Nascimento do Menino Jesus. Inspirados na alegria desta data, fazemos a ceia para unir a família, enfeitamos uma árvore com bolas, cores, luzes, Papai Noel, damos e ganhamos presentes, principalmente a crianças. Tudo isso é louvável. Mas, muitas vezes, esquecemo-nos do principal, que é celebrar o Menino Jesus. É preciso dedicar a ele um tempo de orações, de agradecimentos por tudo o que recebemos, pelas graças e bênçãos. Enfeitar um presépio e deixar ali nossa gratidão e nossos pedidos. Deixar ali nossa louvação. Meditar no nascimento de Jesus numa pobre manjedoura. Meditar na Mãe que o recebeu cumprindo o seu sim que deu início ao mistério da Redenção. Meditar nos Reis Magos com seus presentes, na estrela que brilhava sobre o presépio mostrando o lugar sagrado. As crianças que esperam ansiosas os presentes que os pais prepararam, precisam conhecer a profundidade do nascimento de Jesus. Precisam saber que o Menino Jesus é mais importante que qualquer festejo. Gostaria que cada pessoa de minha terra fizesse do coração um berço para receber o Menino que veio ao mundo para nos salvar. Que Ele nasça no coração fazendo o Natal acontecer todos os dias. Feliz Natal a

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Do amigo secreto à mochila nova: o poder dos rituais para construir memórias afetivas

Por Maria Ap. Mestriner Colli, Presidente do Conselho e Fundadora da Nação Pampili     O fim de ano costuma vir acompanhado de expectativas e planos para o próximo ciclo. Para muitas famílias com crianças, esse período vai muito além das datas no calendário: é uma sequência de pequenos rituais que marcam transições, celebram conquistas e ajudam a construir identidade, autonomia e memórias afetivas que ficam guardadas para a vida toda. Essa fase do ano tem um potencial enorme de criar conexões verdadeiras com as famílias, porque os rituais carregam significado e emoção. Esses rituais começam ainda em dezembro, com o amigo secreto na escola ou entre os membros da família. Para as crianças, é um momento cheio de encantamento: a curiosidade para descobrir o que vão ganhar e, principalmente, a chance de participar, junto aos adultos, da escolha de um presente que expressa carinho, fortalecendo vínculos que permanecem por muito tempo. Outro marco importante são as festas de encerramento, que celebram as conquistas do ano letivo e simbolizam a preparação para uma nova etapa. É quando surgem conversas sobre a escolha do look, que envolve não apenas roupas especiais, mas também os sapatos: precisam ser confortáveis e, ao mesmo

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Por que Deus entrou na história?

Estamos nos aproximando novamente daquele período em que as luzes brilham um pouco mais, as cidades parecem suspirar um alívio momentâneo, e as pessoas, até as mais duras, se permitem um sorriso mais leve. O Natal e o fim do ano trazem consigo uma sensação diferente, que se repete todos os anos, uma sensação que, por incrível que pareça, parece englobar e afetar a todos. O Natal carrega consigo essa atmosfera de encanto, como se, por alguns dias, a humanidade inteira desejasse, ao menos simbolicamente, recuperar uma paz que há muito tempo perdemos. Mas, para a grande maioria, o Natal não passa disso: um rito de passagem que marca o fim do ano, uma tradição cultural misturada ao consumo, às vitrines coloridas e às mesas fartas. Essa compreensão popular tem o mérito de, pelo menos, unir as famílias em torno de uma mesa – isso, quando não surge uma confusão para macular essa união familiar. A visão popular do nascimento de Jesus se limita a uma cena comum, limitada, e, para a grande maioria, completamente esvaziada de seu sentido: um bebê na manjedoura, rodeado por animais, pastores e um brilho suave vindo do céu. Tudo belo, tudo poético, tudo profundamente

Carreta tomba na BR-116 próximo a Miradouro na manhã desta terça-feira

Um sinistro de trânsito foi registrado na manhã desta terça-feira (16) na BR-116, nas proximidades do município de Miradouro. Uma carreta tombou após o motorista perder o controle do veículo ao passar por uma curva do trecho. Equipes da concessionária EcoMinas e da Polícia Rodoviária Federal foram acionadas e atuam no atendimento da ocorrência e na sinalização da rodovia. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde do condutor. A dinâmica do ocorrido será apurada pelas autoridades competentes. Matéria em atualização. Fonte: Folha das Montanhas

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Quando a lente pede silêncio

Há sempre um instante, antes de uma fotografia, em que o mundo segura o fôlego. É o segundo em que o dedo paira sobre o botão e todos, por reflexo, tentam caber dentro de uma narrativa que não criaram. No Parque Indígena do Xingu, esse segundo durou mais do que deveria. Durou o suficiente para que um país inteiro reconhecesse o gesto miúdo e violento de mandar esconder os celulares, como quem esconde um defeito. A tentativa não era nova. A história sempre pediu para que os povos originários coubessem em molduras que não lhes pertencem: a do “selvagem puro”, do “guardião da floresta”, da “persona ancestral” que nunca acessa tecnologia, que não vive o presente, que não tem desejo nem autonomia. O Brasil, distraído, gosta de indígenas congelados em livros didáticos e campanhas publicitárias. Quando eles aparecem conectados, filmando, criando, vivendo, inquietam. Desorganizam um imaginário preguiçoso. É como se o país só aceitasse os povos originários se eles coubessem na fantasia do colonizador tardio. E então surge o pedido, quase sussurrado, mas firme: o celular! Não porque ele não deveria existir, mas porque atrapalha a estética. O problema não era o aparelho, era o fato de que ele lembrava

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